Na próxima segunda-feira ( 8 de março), o ministro Gilmar Mendes, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF) visitará os canteiros de obras, em São Luís, onde já trabalham egressos prisionais contratados por meio da parceria com a iniciativa privada. De acordo com o presidente do sindicato das indústrias da construção civil no Maranhão (Sinduscon), João Mota, dez ex-detentos já estão trabalhando em uma empresa da capital. A visita está programada para as 16h.
Segundo Mota, a vinda do ministro a São Luís, além de demonstrar a preocupação do judiciário no processo de ressocialização de presos, estimulará novas empresas a participar do projeto. “ Nós acreditamos na regeneração das pessoas, por isso acreditamos nesse projeto e estamos empenhados em contribuir com ele. A vinda do ministro será proveitosa, por que chama atenção da sociedade para um problema de todos, que é dar oportunidade de mudança de vida dos egressos”.
O Programa é idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e realizado no Maranhão pelo Grupo de Monitoramento, Acompanhamento, Aperfeiçoamento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).
Em reunião na Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), no último mês de fevereiro, a coordenação local do Programa Começar de Novo apresentou o projeto aos diretores da entidade e explicou como funciona a participação do empresariado na parceria que visando à abertura de vagas de trabalho nas empresas para os detentos e egressos do sistema prisional em fase de ressocialização à comunidade.
Durante a reunião, alguns empresários se mostraram sensíveis à política de ressocialização aplicada no sistema penitenciário. Foi o caso do presidente do Sindicato das Empresas de Ferro-Gusa do Maranhão, Cláudio Azevedo, que manifestou o interesse em aderir ao programa. "Depois de conhecido o funcionamento do projeto, vamos discutir, posteriormente, a melhor forma de colaborarmos para a inserção dos egressos beneficiados ao mercado de trabalho", declarou.
"A comunidade empresarial está sensível à política de ressocialização dos presos na comunidade, de modo que hoje o Maranhão é um dos estados mais avançados na execução do programa, com cerca de 40 vagas abertas nas áreas da construção civil e de fabricação de produtos de limpeza", enfatizou Lobão.
CNJ