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82º ENCONTRO NACIONAL DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

82º Encontro Nacional da Indústria da Construção
 
Brasil necessita de R$ 2 trilhões para zerar o déficit habitacional

Governos, cadeia produtiva da indústria da construção e agentes financeiros precisam descobrir novas fontes alternativas de financiamento para suprir o déficit atual no país estimado em 7 milhões de moradias. Essa carência de unidades habitacionais requer R$ 2 trilhões, enquanto o volume disponível de recursos das linhas de crédito para tal finalidade (poupança e FGTS) é de apenas R$ 465 bilhões, advertiu o diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades de Credito Imobiliário e Poupança (Abecip), Natalino Gazonato.

Gazonato falou que esse dinheiro é insuficiente para atender às novas demandas. Se a economia brasileira continuar nesse ritmo e, especificamente o setor da construção civil, os recursos vão acabar em dois a três anos, ressaltou. Além disso, de acordo com ele, o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) está engessado e não suporta mais a demanda por recursos.

Ele sugeriu a viabilidade da securitização de recebíveis como alternativa para amenizar a possível carência de recursos destinados à casa própria no futuro.

82º Encontro Nacional da Indústria da Construção

CBIC e Caixa apresentam Selo Casa Azul

Na tarde desta quinta-feira (09) a Caixa Econômica Federal e o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Simão, apresentaram o Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal aos participantes do 82º Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção), no estande da Caixa montado no Centro de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió. O selo foi lançado esta semana pela Caixa.

Durante o evento foi entregue, ainda, ao presidente da CBIC, o Guia "Caixa/Sustentabilidade Ambiental - Selo Casa Azul - Boas Práticas para Habitação mais Sustentável", que traz diretrizes e orientações para a elaboração de projetos mais sustentáveis, identificados a partir da necessidade de rever o planejamento e a construção de novas moradias, minimizando os impactos ambientais e atendendo aos anseios da população.

O projeto consiste na realização de avaliações dos projetos de empreendimentos habitacionais a partir da adoção de critérios de sustentabilidade, subdivididos nas seguintes categorias: Qualidade Urbana, Projeto e Conforto, Eficiência Energética, Conservação de Recursos Materiais, Gestão da Água e Práticas Sociais.

O selo é uma avaliação socioambiental que visa incluir o conceito de sustentabilidade aos empreendimentos financiados pela Caixa, além de ser considerado um reconhecimento aos empreendedores que utilizam a sustentabilidade na construção civil.O Método de avaliação surgiu a partir da necessidade de planejar e construir minimizando os impactos ambientais.

82º Encontro Nacional da Indústria da Construção

CBIC E CNI fecham acordo de incentivo à inovação

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) assinou termo de adesão à mobilização empresarial pela inovação tecnológica na tarde desta quinta-feira em Maceió (AL), durante o 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). O presidente da entidade, Paulo Safady Simão, e o diretor de operações da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, assinaram o contrato que prevê a integração da CBIC à Rede de Núcleos de Inovação da Mobilização Empresarial para Inovação (MEI). A partir dele, a CBIC passa a contribuir com o processo de mobilização e capacitaçao das empresas em gestão da inovação, além de incentivar a capacitação de seus profissionais. Anualmente a CBIC terá que formular e executar ações previstas no plano de ação da rede.

Durante a assinatura, realizada no Centro de Convenções Ruth Cardoso, Simão homenageou o presidente licenciado da CNI, deputado federal Armando Monteiro (PTB/PE), entregando-lhe uma placa e um presente. "Quis homenageá-lo pelas grandes parcerias ao longo de todo o tempo em que esteva à frente da CNI", resumiu o presidente da CBIC. O deputado agradeceu e exaltou a importância do setor da construção para o desenvolvimento da indústria brasileira. "Quando a economia cresce pela porta da indústrida ela cresce sempre melhor. E a construção é extremamente importante, não apenas pelo que representa no PIB (Produto Interno Bruto), mas também pelo efeito que o setor tem sobre a taxa de investimento do país", disse. "A CBIC tem dados importante contribuição para o desenvolvimento do país", completou.

 

82º Encontro  Nacional da Indústria da Construção

82º Encontro Nacional da Indústria da Construção

Fabricantes de tintas precisam de 500 mil pintores para atender demanda do mercado

A indústria da construção caminha rumo à produção sustentável. Não existe volta. Sabendo disso, os fabricantes nacionais de tintas decidiram aportar recursos na capacitação de operários especializados em pintura dentro do conceito de preservação ambiental para atender um mercado cuja oferta não acompanha a demanda. Prova disso é que as empresas necessitam de 500 mil pintores, declarou o presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Dilson Ferreira, em reunião da União Nacional da Construção (UNC) realizada hoje durante o 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic).

Ferreira diz que é uma carência de profissionais que tende a aumentar com as futuras obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. E o temor é que o tempo seja curto para arrumar e capacitar os profissionais dentro dos novos parâmetros de inovação e desenvolvimento tecnológico.

O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn David Fox, ratifica as observações feitas por Ferreira, ao dizer que é preciso a união da iniciativa privada e dos governos no sentido de investir no aperfeiçoamento da mão de obra porque o Sistema S (Senai, Sesi) sozinho é insuficiente. "Não dará conta face à grande necessidade de trabalhadores capacitados", explica.

Indicadores do setor da construção: o que representam e como acompanhá-los

Explicar o que são, como são calculados e como acompanhar a evolução dos índices e indicadores que medem o desempenho da economia, especificamente os da construção civil, foi o principal objetivo da primeira apresentação do Banco de Dados de Economia e Estatística da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), que está acontecendo em Maceió (AL).

Os economistas Daniel Furletti e Ieda Vasconcelos, do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), esclareceram as principais dúvidas sobre o conceito, a variação e os principais usos de números-índice, como o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), Custo Unitário Básico (CUB) etc.

Segundo eles, o conhecimento sobre esses números-índice permite ao construtor atuar de forma eficiente na gestão de seus negócios. "Servem tanto para o acompanhamento da evolução inflacionária como para a análise do desempenho e estrutura dos custos da indústria da construção civil", comentam.

Na oportunidade foi apresentada a cartilha "Número-Índice: Uma Visão Geral", um guia prático, de linguagem clara e precisa, que se revela como uma ferramenta indispensável para a área operacional das construtoras no trato dos seus negócios imobiliários.

A apresentação contou ainda com uma explicação geral sobre a metodologia de alguns índices de preços e custos da economia, em especial, o INCC, tema da economista Ana Castelo, da Fundação Getúlio Vargas. Além da composição do INCC, Castelo falou sobre dados e cidades onde o mesmo é pesquisado.

Autor: Cristiane Araújo

82º Encontro Nacional da Indústria da Construção

União Nacional da Construção fecha agenda para ser entregue aos presidenciáveis

Melhoria do ambiente de negócios, inovação tecnológica e sustentabilidade são os pontos-chave da agenda da União Nacional da Construção (UNC) que será entregue aos candidatos à Presidência da República como programa de política pública do país para os próximos 20 anos. Nesse período, o Brasil precisará de 30 milhões de novas moradias. As propostas foram temas do debate dos palestrantes representantes de 39 setores da cadeia produtiva da indústria da construção reunidos hoje, em Maceió, no 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic).

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, defendeu ações urgentes de planejamento urbano para promover o crescimento sustentável do Brasil. Essa expansão somente será possível com políticas públicas amparadas no binômio ‘desenvolvimento com cidadania e qualidade de vida`. E o trabalho se inicia pelas cidades.

Embora o PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil tenha registrado alta de 14,9% no primeiro trimestre de 2010 ante ao último trimestre de 2009, o país ainda enfrenta vários gargalos, principalmente na área da universalização do saneamento básico. O investimento atual de R$ 6 bilhões fica muito aquém em relação às demandas que se aproximam da cifra de R$ 283 bilhões, alertou o vice-presidente para Saneamento, Água, Resíduos Sólidos e Drenagem Pluvial da Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (Asfamas), Carlos Roberto Rosito.

Rosito destacou o "subsídio cruzado" como um caminho a ser perseguido para solucionar a problemática do saneamento. O Chile universalizou todo o sistema de saneamento básico adotando a política de "subsídio cruzado" onde a população de menor poder aquisitivo paga um percentual pelo uso da água e os serviços de esgoto e drenagem, e a União, o restante. Contudo, lá no país andino, o processo já avançou bastante ao ponto de utilizar o "subsídio transparente" em que todas as despesas e a responsabilidade de cada um estão detalhadas na conta de água do consumidor.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) já se antecipou e elaborou o Projeto Sanear é Viver que tem como meta trabalhar para a universalização do saneamento básico.

A construção pesada também apresentou as reivindicações necessárias para superar a deficiência da infraestrutura logística. O diretor do Sindicato da Construção Pesada de São Paulo (Sinicesp), Manuel Carlos de Lima Rossito, cobrou a modernização da Lei 8.666 e a manutenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) como prioridades para acelerar a realização das obras e dar segurança jurídica aos empresários e garantir os recursos para a recuperação e construção das rodovias, respectivamente.

De acordo com o presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), João Alberto Viol, o surgimento repentino de inúmeras obras em diversas regiões revelou a urgência em investir na qualificação da mão de obra especializada em planejamento. Há uma carência de técnicos no setor público capazes de elaborar até termos de referência de projetos. "A falta desses profissionais é um dos motivos para o entrave dos projetos, o que acaba emperrando a execução da obra e prejudicando diretamente a população".

E se nada for feito ocorrerá um "apagão" de mão de obra com as demandas da Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, afirmou Viol.

82º Encontro Nacional da Indústria da Contrução

Cartilha Contratos de Empreitada na Construção Civil é lançada no 82º ENIC, em Maceió

Foi lançada hoje, dia 10, em Maceió (AL), durante o 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), que termina amanhã, a Cartilha Contratos de Empreitada na Construção Civil.

Produzida pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), por meio da Subcomissão de Contratos, a publicação apresenta as noções básicas e os cuidados a serem observados num contrato de empreitada. Seu objetivo é despertar, nos profissionais do setor, a consciência para a importância da gestão contratual no seu dia a dia, uma vez que a eficaz administração dos contratos de obras minimiza os riscos e as perdas financeiras e maximiza o potencial de ganhos.

Segundo um dos autores da cartilha, engenheiro Roberto Mauro do Couto, especialista em engenharia de contratos, a avaliação técnica e a administração dos contratos não devem ser responsabilidade somente dos advogados, mas também dos profissionais que detêm conhecimento do objeto dos mesmos. No caso dos contratos de empreitada, deve ter a participação dos engenheiros e dos gestores do projeto, pois são eles que têm o conhecimento técnico, das dificuldades e dos obstáculos que poderão surgir na execução da obra. "Isso é importante para o controle físico/financeiro do investimento, além do que as responsabilidades técnicas são dos engenheiros executores do empreendimento", salienta.

O presidente do Sinduscon-MG, Luiz Fernando Pires, explica que a cartilha aborda os conceitos básicos dos contratos, que vão desde os princípios fundamentais do direito contratual até a resolução de disputas, passando pelos direitos das obrigações, responsabilidades, garantias, inadimplemento das obrigações assumidas, situações supervenientes à formação do contrato, resolução contratual e extinção do contrato.

O documento trata também das características dos contratos de empreitadas, espécies de empreitada, regimes de contratação de empreitada, subempreitada, responsabilidades do empreiteiro, além de itens essenciais na formação de um contrato de empreitada e modelos sugeridos para contratos particulares a preços unitários e a preço global.

Avanços nas relações contratuais –
O especialista Roberto Mauro comenta que após a vigência do Novo Código Civil Brasileiro, em 2003, muitas mudanças foram introduzidas nas regras das relações contratuais. "Hoje, existe um leque de dispositivos legais que demonstram a intenção do legislador em tornar os contratos cada vez mais equilibrados, representando um avanço nessas relações", afirma.

Segundo o presidente do Sinduscon-MG, Luiz Fernando Pires, "a vontade das partes e a busca do consenso é a essência de um contrato. Por isso, essas partes devem entender que o objetivo é a conquista da realização do contrato e nunca a vitória de uma sobre a outra".

Autor: Cristiane Araújo – Sinduscon-MG e CBIC em Minas Gerais

82º Encontro Nacional da Indústria da Construção

Lançado portal do Programa Inovação Tecnológica da CBIC

A CBIC lançou na tarde de hoje, 10 de junho, durante o 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), o portal do Programa Inovação Tecnológica (PIT). "O site www.pit.org.br promete ser a casa virtual da inovação tecnológica na construção civil brasileira", definiu Geórgia Grace, assessora técnica da CBIC responsável pela estruturação do endereço eletrônico.

O portal foi lançado em reunião da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat) e deverá concentrar todas as informações sobre o programa. Os internautas poderão encontrar detalhes sobre os nove projetos no qual ele está dividido, o andamento das ações, resultados obtidos e os contatos dos coordenadores responsáveis pelos temas –Tributação, Normas Técnicas, Viabilização em Obras Públicas, Códigos de Edificações Nacional, Difusão, Capacitação, Ciência & Tecnologia, Conhecimento e Coordenação Modular.

O portal também traz espaço para notícias sobre o tema, um canal que expõe cases premiados de inovação na construção, com espaço para comentários e um link para quem pretende cadastrar seus projetos inovadores.

Setor cobra celeridade na aprovação das propostas do Minha Casa, Minha Vida

Os empresários da indústria da construção civil reclamaram da morosidade na aprovação de propostas do programa Minha Casa, Minha Vida durante reunião da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) realizada nesta tarde em Maceió. A superintendente Nacional de Habitação da Caixa Econômica Federal, Bernadete Coury, participa do 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), e explicou que a instituição bancária adotou, desde o início do ano, um novo modelo de atuação de correspondente imobiliário, que visa agilizar os processos via internet. "Durante o atendimento, as informações do cliente são repassadas pelo correspondente via web para o sistema da Caixa, e as respostas, inclusive sobre o tipo de crédito disponível, podem ser conferidas na hora", informa. Por enquanto, segundo ela, 22 estados dispõem do novo modelo de correspondente imobiliário. Até o dia 30 de julho, afirma, o programa será amplamente implantado.

Durante a reunião, os empresários debateram as alternativas que nortearão a segunda etapa do programa. "Nosso objetivo é identificar o que precisa ser feito para avançar mais nessas questões", esclareceu Flávio Prando, vice-presidente do Secovi-SP.A mesa que dirigiu a reunião foi formada pelo presidente da CII, João Crestana, o vice-presidente do Secovi/SP, Flavio Prando, além de Bernardete. Participaram ainda os debatedores Betinha Nascimento (Sinduscon/PE), Kleber Recalde (Sinduscon/MS) e Hugo Ferreira Jr ( Sinduscon/RS).

De acordo com Bernadete, 98% de tudo o que foi contratado no PMCMV encontra-se em obra. No somatório das propostas contratadas e prospecções, a instituição já soma 908 mil unidades em todo o País. São Paulo, Minas Gerais e Bahia lideram o ranking de unidades contratadas. Os números apresentados por Bernadete revelam que em todo o Brasil 765 construtoras atuam no programa. A novidade da segunda fase será a urbanização de favelas. Nas diretrizes do programa, estão mantidas a produção habitacional para as famílias de baixa renda, subsídios, fundo garantido para redução do risco dos financiamentos, barateamento do seguro e custos adicionais, bem como a construção de unidades com sistema de aquecimento solar.

 
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